O rastreamento do câncer de mama é uma das formas mais comuns de rastreio nos Estados Unidos, com cerca de 37 milhões de exames realizados anualmente. Diversos modelos de screening foram criados e analisados com objetivo de identificar lacunas e melhorar a eficiência do processo como um todo. No entanto, existe agora uma procura crescente pela personalização do screening do câncer de mama, com base nas preferências da paciente, no risco individual e na relação custo-benefício associada ao teste diagnóstico.

Embora a mamografia (MMG) continue a ser a pedra angular da triagem do câncer de mama, críticas relacionadas aos excessivos resultados falso-positivos, limitada sensibilidade e potencial “overdiagnosis”, tem motivado o desenvolvimento de novas modalidades de imagem, como a tomossíntese mamária (TM).

A tomossíntese, também conhecida como mamografia 3D, é um moderno tipo de mamografia digital de campo total, em que há aquisição de imagens em múltiplos ângulos, enquanto a mama permanece estática e ligeiramente comprimida.

Quais as vantagens deste novo método?

  1. Redução da sobreposição de tecido mamário: o que facilita a distinção de imagens verdadeiramente suspeitas daquelas provocadas apenas pela sobreposição de estruturas da mama.
  2. Redução de reconvocações para realização de incidências.
  3. Redução dos resultados falso-positivos.
  4. Aumento na taxa de detecção do câncer.

Com resultados positivos, ela é uma técnica útil quando combinada à Mamografia, com acréscimo na precisão da imagem mamária, quer no contexto de rastreamento, quer na presença de queixa clínica; e que está a implementar-se progressivamente em nossa prática diária. Tal como acontece com qualquer nova tecnologia, várias questões devem ser consideradas antes de seu uso rotineiro.

Atualmente, os esforços estão concentrados em reduzir, tanto a dose de radiação, como os custos para sua utilização em larga escala