Com a elevada taxa de ausência, especialistas temem aumento nas mortes

O número de pacientes em rastreamento e tratamento para o câncer de mama caiu drasticamente desde o início da pandemia do coronavírus. Essa é uma preocupação das autoridades no assunto, visto que a elevada taxa de ausência explicada pelo medo do contágio faz com que mulheres não saiam de suas casas para dar continuidade ao rastreamento – que posterga o diagnóstico precoce – e ao tratamento iniciado antes da pandemia.

Infelizmente a falta de diagnóstico compromete a sobrevida da paciente, diminuindo a chance de cura, que pode chegar a 95% se detectado no início. Isso ocasionará futuramente em um aumento de tumores em estágios avançados e consequentemente óbitos em função da doença. Um dado preocupante registrado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), é que 7 em cada 10 cirurgias de câncer de mama deixaram de ser feitas nos primeiros meses de pandemia. 

Mas em virtude no cenário atual, com o objetivo de diminuir a circulação viral e proteger a população (em especial as mulheres com mais de 60 anos), recomenda se considerar adiar exames que não sejam estritamente necessários ao tratamento. Os casos devem ser sempre avaliados individualmente, considerando o grau de suspeição clínica (baixa ou alta) e, adicionalmente, a importância da informação obtida com os métodos de imagem para a decisão clínica. É recomendado ainda que a paciente consulte seu médico antes de decidir fazer ou não o exame.

CONFIRA AS ORIENTAÇÕES DISCRIMINADAS POR INDICAÇÃO CLÍNICA:

• Exames de rastreamento em mulheres independente do risco: recomenda se que sejam postergados.

• Exames diagnósticos:

a) Mulheres sintomáticas (nódulo palpável, fluxo papilar suspeito, dor mamária, mastites, abcessos e outros): Considerar para realização o grau de suspeição clínica, a importância da informação obtida com os métodos de imagem e o risco benefício caso a caso.

b) Mulheres com alterações suspeitas nos exames de imagem: De modo geral sugere-se realizar a biópsia percutânea. Pode ser considerado adiar por curto prazo se a relação risco-benefício for desfavorável.

d) Marcação pré-cirúrgica para cirurgia diagnóstica, terapêutica e demais situações: Avaliar o momento ideal em conjunto com o médico.